Curtas Metragens

Recomendado

Direção: Roberta Barboza de Oliveira Machado
Roteiro: Roberta Barboza de Oliveira Machado
Produção: Roberta Barboza de Oliveira Machado
Brasil, RS, 2019, 16’32”

O Brasil é o país onde mais são assassinados transexuais. No país, 536 mulheres são vítimas de agressão física por hora. Atualmente, 100 pessoas são assassinadas, 71 são negras. A Comissão Nacional da Verdade confirmou 434 mortes e desaparecimentos de vítimas da ditadura militar no país, mas sabe-se que pelo menos 50 mil pessoas foram presas apenas nos primeiros meses da ditadura militar e cerca de 20 mil brasileiros passaram por sessões de tortura. Este documentário retrata a peça "O beijo no buraco", que apresenta questões polêmicas em relação às minorias, como racismo, lgbtfobia e assédio sexual, de forma explícita. A produção e os atores foram entrevistados sobre a peça, o público e os debates suscitados. Além de questões como a produção independente e teatral em um país com altíssimos índices de violência e poucos recursos para a cultura.

Mulheres Xavantes Coletoras de Sementes (PI'Õ RÓMNHA MA'UBUMRÕI'WA)

Direção: Danielle Bertolini
Roteiro: Coletivo
Brasil, MT, 2020, 12’

Este documentário apresenta a trajetória das mulheres Xavante de Marãiwatsédé (MT), catadoras de sementes. No exercício de uma atividade tradicional, eles se religam à terra de onde foram retirados, geram renda, fortalecem a troca de sementes com outros coletores e proporcionam a recuperação deste e de outros territórios.

Até o fim do mundo (Nakua pewerewerekae jawabelia)

Direção: Margarita Rodrigues Weweli-Lukana e Juma Gitirana Tapuya Marruá
Roteiro: Margarita Rodrigues Weweli-Lukana e Juma Gitirana Tapuya Marruá
Produção: Juma Gitirana Tapuya Marruá
Colômbia, 2019, 16’

Vídeo experimental, realizado inteiramente com câmera de celular, parte do projeto UNID@S CONTRA A COLONIZAÇÃO: MUITOS OLHOS, UM SÓ CORAÇÃO, que mescla as linguagens do documentário e fantasia, além de três idiomas: sikuani, espanhol e português. Realizado a partir do encontro de diferenças entre a cabilda gobernadora do resguardo Indígena Sikuani El Merey-La Veradicta Margarita Rodriguez Weweli-Lukana e indígena urbana, em processo de retomada cultural, Juma Gitirana Tapuya Marruá, oriundas das regiões que passaram, depois da Conquista, a se chamar, respectivamente, Colômbia e Brasil. Este vídeo foi uma tentativa ritual de sanação das dores coloniais, dessas feridas abertas que nos doem a todos, human@s e não-human@s, naturezas de Abya Yala.

Tesouro Escondido do Equador

Direção: Kata Karáth e Ana Naomi de Sousa
Produção: Dan Davies e Farid Barsoum
Equador, 2019, 25’18”

O primatologista Dr. Citlalli Morelos-Juarez estabeleceu a Reserva Tesoro Escondido para salvar o raro macaco-aranha-de-cabeça-marrom e vemos como isso o tornou um líder que está protegendo o ecossistema, alimentando a população local e capacitando mulheres cientistas.

Matança Popular Brasileira (MPB)

Direção: Edileuza Penha de Souza
Roteiro: Edileuza Penha de Souza
Produção: Marcus Azevedo e Ruth Maranhão
Brasil, 13’56”

Uma colagem perturbadora sobre o feminicídio no Brasil.

Nova Iorque, mais uma cidade

Direção: Joana Brandão e André Lopes
Roteiro: Joana Brandão, Patrícia Ferreira Guarani e André Lopes
Produção: Joana Brandão, Patrícia Ferreira Guarani e André Lopes
Brasil, SP, 2019, 18’30”

Jovem líder e diretora audiovisual, Patrícia Ferreira tem sido reconhecida pelos documentários que vem realizando com seu povo, os Guarani Mbya. Ela foi chamada para debater seu trabalho em um dos maiores festivais de cinema etnográfico do mundo, o Margaret Mead Film Festival, realizado no Museu Americano de História Natural em Nova York. Nesse local, Patrícia se depara com algumas exposições, debates e atitudes que a fazem pensar o mundo do povo "juruá", contrastando-o com os modos de existência dos Guarani.

Opará - Morada dos nossos ancestrais

Direção: Graciela Guarani
Roteiro: Graciela Guarani
Produção: Alexandre Pankararu
Brasil, PE, 2019, 20’

“Opará – Morada dos Nossos Ancestrais” faz um mergulho ao São Fracisco profundo, rio este que sempre foi conhecido pelos seus povos originários como Opará o rio mar. Trazendo a tona uma parte de seu vasto universo que muitos desconhecem, sua ligação com as ancestralidades originarias de vários povos em seu entorno, bem como os impactos que ameaçam seu curso e as vidas destas comunidades.

Doce Veneno

Direção: Waleska Santiago
Roteiro: Waleska Santiago
Produção: Melquiades Junior, Martin Thiel e Kurt Vanzo
Brasil, CE, 2020, 16’

“Doce Veneno” é um documentário que elucida as consequências do uso de agrotóxicos no Nordeste do Brasil. Limoeiro do Norte é uma cidade de 60.000 habitantes onde as repercussões da intoxicação por agrotóxicos têm devastado comunidades. De um abastecimento de água contaminado e a alta incidência de defeitos congênitos, deficiência e doenças terminais, os habitantes desta cidade foram intimamente afetados por sua exposição a pesticidas. Enquanto os trabalhadores agrícolas ainda estão preparando e pulverizando pesticidas sem acesso à proteção adequada, uma pessoa morre de câncer a cada nove dias. Quando o ativista local Zé Maria revelou à mídia os impactos nocivos dos agrotóxicos, ele foi assassinado por se manifestar. Os trabalhadores agrícolas em Limoeiro têm colaborado para se organizar e defender, e ganharam legislação histórica para proteger suas comunidades. Este documentário compartilha sua história para espalhar o movimento na esperança de criar o impulso para uma mudança autêntica.

Extratos

Direção: Sinai Sganzerla
Roteiro: Sinai Sganzerla
Brasil, SP, 2019, 8’

“Extratos” é um curta-metragem com imagens de 1970 a 1972 nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Londres, Marrakech, Rabat e Deserto do Saara. Filmado por Helena Ignez e Rogério Sganzerla no exílio nos primeiros anos da ditadura militar.

Câmera, tá OK?

Direção: Nathalia Oliveira
Roteiro: Mateus Brilhante
Produção: Antonio Victor e Henrique Guilherme
Brasil, 2019, 14’34”

Com falta de visibilidade para os polos de produção do cinema brasileiro, "Câmera, tá OK?" visa mostrar a importância social e econômica da arte de diferentes formas: seja por meio de especialistas da área, reorganizando as temáticas relacionadas à população sobre o cinema brasileiro, seja mostrando o processo de produção da obra “Population Visual”, produção independente e independente realizada por jovens estudantes.

Às vezes desapareço

Direção: Manuela Santana
Roteiro: Manuela Santana
Produção: Manuela Santana
Brasil, 2020, 6’14”

Cópia: reprodução automática; imitação exata.

Adelante: a luta das refugiadas venezuelanas no Brasil

Direção: Luiza Trindade
Roteiro: Luiza Trindade e Hugo de Araújo
Produção: Luiza Trindade
Brasil, RJ, 2020, 30’

O documentário “Adelante” reflete a luta de sete mulheres venezuelanas refugiadas no Brasil.

Dança sem nome

Direção: María Contreras
Roteiro: María Contreras
Produção: María Contreras e Rui Amado
Colômbia, 2018, 8’ 10”

Efígies de anonimato dançam em torno da dor coletiva das mulheres no esquecimento. Corpos atrás dos tecidos, peles, fricção e rostos cobertos. É uma dança não sobre uma mulher específica, mas sobre o anonimato e o sofrimento que isso acarretou. O esquecimento, a rejeição, não de uma única mulher, mas de todas.

Sabrina

Direção: Jéssica Barreto
Roteiro: Jéssica Barreto
Produção: Diego Sousa
Brasil, SP, 2019, 19’

Travesti e marginalizada, Sabrina Fernandes deixou sua pequena cidade no interior para se aventurar na maior capital da América Latina. Durante longos anos como sem-teto, ela sofreu violência, abuso e pré-julgamento. Mesmo assim, uma oportunidade de trabalho pode iluminar sua vida como ela sempre sonhou.

Longas/Médias Metragens

Rosa Vênus

Direção: Marcela Morê
Roteiro: Marcela Morê e Marcela Mara
Produção: Marcela Morê
Brasil, RJ, 2019, 76’

Amarcel viaja ao México guiado pela intenção de captar percepções e transformá-las em poesia, através do corpo e da voz. Ao longo do caminho ele entende sua conexão com o lugar, que remete a sensações oníricas sobre sua origem e o espaço de tempo que ocupa entre as polaridades da vida e da morte. Liberando sua fluidez feminina inspirada nas mulheres mexicanas, o sabor picante e as cores do céu.

Saudade Mundão

Direção: Julia Hannud e Catharina Scarpellini
Roteiro: Julia Hannud, Catharina Scarpellini e Renato Maia
Produção: Julia Hannud e Andre Lion
Brasil, SP, 2019, 88’

“Saudade Mundão” segue a história de 5 mulheres presas; Nina, Leia, Coringa, Sandra e Elisabette em uma prisão pública feminina no estado de São Paulo, Brasil. O documentário acompanha o cotidiano dessa população esquecida e reflete sobre a contradição e a complexidade humana. É uma imersão profunda nos sonhos e frustrações dessas mulheres, ao mesmo tempo que lhes dá voz. Acima de tudo, é um filme sobre a condição humana.

Fakir

Direção: Helena Ignez
Roteiro: Helena Ignez
Brasil, SP, 2019, 92’

O documentário de longa-metragem “Fakir” retrata o sucesso do faquirismo no Brasil, na América Latina e na França. Este espetáculo de origem da arte circense é apresentado e analisado através de arquivos que revelam o sucesso dessas apresentações com seus campeonatos de resistência à dor e a grande presença de público, incluindo políticos e governantes. “Fakir” abrange imagens atuais de artistas contemporâneos que mantêm essa arte viva em apresentações e shows.

Um conto de duas cidades de empresas (Título provisório)

Direção: Priscilla Brasil
Roteiro: Priscilla Brasil
Produção: Priscilla Brasil e Wilson Paz
Brasil, PA, 2020, 90’

Na Amazônia brasileira, as memórias de duas cidades esquecidas nos revelam o verdadeiro legado dos projetos de desenvolvimento.

Currais

Direção: Sabina Colares e David Aguiar
Roteiro: Sabina Colares e David Aguiar
Produção: Khalil Gibran
Brasil, CE, 2019, 91’

Na seca de 1932, no Ceará, foram criados vários campos de concentração para aprisionar e impedir que os flagelados chegassem à cidade de Fortaleza. Militares e representantes da sociedade civil decidiram escravizá-los, legitimando os interesses da elite econômica por meio de políticas de repressão e sob a influência da teoria eugênica européia. Remanescentes narram fragmentos de memórias e lutos interrompidos, testemunhados nos casarões em ruínas das concentrações e no culto das "almas da barragem", resistentes ao forte apagamento histórico.

Portuñol

Direção: Thais Fernandes
Roteiro: Thais Fernandes e Boca Migotto
Produção: Fabiano Flore, Jessica Luz e Mariana Mêmis Müller
Brasil, RS, 2020, 70’

PORTUÑOL faz uma viagem pela cultura da fronteira do Brasil com seus vizinhos de língua espanhola. Portuñol, essa língua que vem do cruzamento de culturas, é um pretexto para falar sobre a gênese da América Latina. Um road movie que ao longo do caminho desfaz limites físicos e revela a latinidade que une diversos personagens. Uma jornada de desconstrução que não busca uma resposta, mas que quebra todas as certezas possíveis do que significa estar à margem das definições culturais.

A Mulher da Luz Própria

Direção: Sinai Sganzerla
Roteiro: Sinai Sganzerla
Brasil, SP, 2019, 74’

Helena Ignez é uma das principais figuras femininas do cinema brasileiro. Ela desenvolveu um novo estilo de atuação. Atualmente, dirige filmes independentes. O documentário conta um pouco da História do cinema brasileiro, seu contexto político e a trajetória de Helena.

Amazônia DOC




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