SELEÇÃO OFICIAL AMAZÔNIA DOC #5

Longa Metragens

Brasil, 80 min

Direção: Silvio Tendler

Roteiro: Silvio Tendler, Marcelo Firpo e Marina Fasanello

Fio da Meada trata as relações da cidade com os povos tradicionais brasileiros. Neste documentário, Silvio Tendler instiga e denuncia a violência nos campos e nas comunidades tradicionais, cada vez mais ameaçadas pela ação do homem em nome do progresso. Caiçaras, quilombolas e indígenas lutam para sobreviver e para tentar impedir que suas reservas naturais sejam destruídas pelo processo de urbanização e como este processo atinge diretamente a sustentabilidade do meio-ambiente, cada vez mais fraco e sem condições de atender as demandas do homem.

Brasil, 82 min

Direção: Orlando Senna

Roteiro: Orlando Senna

Brasil, 90 min

Direção: Silvio Da-Rin

Roteiro: Silvio Das-Rin e Fernando Mozart

"O filme documenta a vida dos ribeirinhos em 14 comunidades em Mamirauá, a maior Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Brasil. Essa região da várzea amazônica, localizada no Médio Solimões, se caracteriza por ciclos anuais de cheia e vazante, obrigando a população a adaptar-se à variação no nível das águas, que pode chegar a quinze metros entre a estação seca e a cheia. O documentário está baseado em encontros de ribeirinhos com a equipe de filmagem e Tito Martins, habitante da região que é convidado a atuar como guia. No final das filmagens da seca, Tito recebe uma câmera digital para fazer registros da transição para a estação chuvosa, tornando-se apto a documentar sua região.

Brasil, 78 min

Direção: Sergio Gag

Roteiro: Sergio Gag

O que seu cabelo representa para você? E para os outros? O que seu cabelo conta a seu respeito? Com essa reflexão fomos para quatro capitais brasileiras e descobrimos histórias de resistência, de conquista, de afirmação e de superação. Baseado na diversidade étnica, etária, socioeconômica e de gênero, podemos traçar um retrato original do Brasil contemporâneo a partir dos cabelos dos brasileiros.

Brasil, 95 min

Direção: Renato Martins

Roteiro: Gabriel Pardal, Renato Martins e Sergio Barata

Relatos do Front é um longa-metragem documental sobre segurança pública no Brasil, filmado na cidade do Rio de Janeiro. Através dos relatos de pessoas que vivem ou viveram a rotina de combate entre tráfico de drogas e polícia. Tais como: mães que perderam seus filhos, ex-traficantes e policiais, pretendemos ouvir a voz de quem vive diariamente dentro desse conflito. Sem tomar partido, vamos apresentar ao público diferentes lados de uma mesma tragédia.

Brasil, 74 min

Direção: Mykaela Plotkin

Roteiro: Mykaela Plotkin

Sotaque do Olhar é um filme-ensaio; um processo de colagem e de apropriação de materiais de arquivos pessoais de personagens alheios, que funciona como âncora para a construção de uma memória praticamente sem registro - o vínculo da realizadora com sua dupla nacionalidade. A narrativa é, então, norteada por essa busca de identidade, a partir da investigação das próprias origens.

Brasil, 70 min

Direção: Lara Dutra

Roteiro: Washington Carvalho

Um Documentário sobre a maior ocupação de sem-teto da América Latina, o prédio abandonado da Prestes Maia em SP, na visão de um garoto de 9 anos, que vive (sobrevive) com a vó de 74 anos, em um dos perigosos andares.

Brasil, 75 min

Direção: Marcela Morê

Roteiro: Marcela Morê

Amarcel viaja para o México guiada pelo intuito de captar percepções e transformá-las em poesia, através do corpo e da voz. Durante o percurso compreende sua ligação com o lugar, que a remete a sensações oníricas sobre sua origem e o espaço tempo que ocupa entre as polaridades da vida e da morte. Libertando sua fluidez feminina inspirada pelas mulheres mexicanas, pelo sabor picante e as cores do céu.

Brasil, 74 min

Direção: Thaís Inácio e João Mendonça

Roteiro: livremente inspirado em Negrinho de Jean Mendonça e José Mauro

O filme nasce na fronteira invisível, e sempre deslocada, entre o branco e o preto, entre a vida e a morte, entre uma geração e outra. João sabe onde está mesmo em limite-inocência e escoa, recusando uma linha divisória entre os dois mundos.

Equador, 70 min

Direção: Jose Espinosa Anguaya

Roteiro: Jose Espinosa Anguaya, Citlalli Andrango

Um jovem casal descobre que espera um bebê. Esta notícia desperta sua preocupação com a identidade com a qual eles educarão e criarão o "huahua" que está chegando. José, o futuro pai, retorna a sua comunidade em busca de respostas sobre suas raízes. Citlalli, futura mãe, reflete sobre sua identidade como filha de pai indígena e mãe mestiça. Os dois enfrentarão as imposições de uma sociedade globalizada e a situação atual de sua cultura, seu povo e sua identidade.

Médias e curtas Metragens

Brasil, 23 min

Direção: Diego Paulino

Roteiro: Diego Paulino

Entre melanina e planetas longínquos, NEGRUM3 propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora.

Brasil, 16 min

Direção: Nilo Rivas

Roteiro: Nilo Rivas

Em 2015, Nilo vem do Peru para fazer faculdade de cinema na UFC. Passaram-se os quatro anos de faculdade e, em ato de homenagem e despedida, une suas memórias em um filme. “Hoje teci imagens que me habitam há muito tempo” é um curta-metragem documentário experimental que tem um estreito diálogo com o vídeo-ensaio, e que, através da utilização de imagens pessoais, busca resgatar as memórias do diretor durante o período 2015-2018.

Brasil, 11 min

Direção: Iuri Moreno

Roteiro: Iuri Moreno

Documentário em animação sobre o cotidiano dos malabaristas de rua, que colorem a rotina monótona das grandes cidades.

Brasil, 53 min

Direção: Lucas Costanzi

Roteiro: Lucas Costanzi

Bellatrix é o nome de uma estrela da constelação de Orion e significa Guerreira. Laura (Elisa Heidrich), começa a questionar-se sobre os posicionamentos políticos que viu na Tv. A partir daí, ela vai ao encontro de pesquisadoras e pessoas que trabalham a questão de gênero para discutir e compreender melhor onde originou as diferenças sociais entre os sexos que observamos no dia a dia. Dentro de sua mente Laura encontra sua versão Bellatrix.

Brasil, 23 min

Direção: Karen Furbino

Roteiro: Coletivo Urucum

O nascimento é, em muitos povos, um momento de celebração e culto. No entanto, com o passar dos anos, a hospitalização do parto foi destruindo boa parte das raízes que nos ligavam à cultura ancestral. O documentário aborda histórias de mulheres que exerceram o oficio de partejar e trouxeram conhecimentos que vão além da formação obstétrica, apresentando o parto de forma natural e humanizada. A relação entre parteira e parturiente, as soluções não medicalistas e a espiritualidade aparecem como caminhos para a liberdade feminina ao mesmo passo em que representam uma conexão com a ancestralidade apagada pelo tempo.

Brasil, 23 min

Direção: Mayara Efe

Roteiro: Mayara Efe e Michelle Bianca

Onde estão e quem são as minas que compõem o movimento do funk? O funk sempre foi uma forma de protesto, e ser mulher também é! O Beat é Protesto -  O funk pela ótica feminina é um documentário curta metragem que retrata a cena underground das mulheres no funk de protesto da última década de São Paulo. A fim de investigar e dar voz à essas mulheres que estão fora da mídia atualmente e explorando temas como políticas públicas, mercado e o corpo feminino nesses espaços.

Brasil, 10 min

Direção: Leonardo Martinelli

Roteiro: Leonardo Martinelli

Brasil, 15 min

Direção: Leonardo Martinelli

Roteiro: Leonardo Martinelli

Um falso documentário sobre a atual crise social, política e econômica no Brasil, onde o governo corta as cores do Rio de Janeiro, deixando a cidade em preto e branco.

Colômbia, 25 min

Direção: Mateo Leguizamón Russi

Roteiro: Mateo Leguizamón Russi

O Saakhelu Kiwe Kame é um ritual dos povos indígenas Nasa, na Colômbia, que trata da revitalização da mãe terra no contexto do aquecimento global e da Colômbia pós-conflito.

Peru, 64 min

Direção: Fernando Valdivia

Roteiro: Fernando Valdivia e Christopher Hewlett

No início da década de 1960, alguns pesquisadores previram que os índios Amahuaca da Amazônia peruana desapareceriam, porém, as novas gerações lutam para evitar esse destino e lideradas por um professor persistente fazem todo o possível para enfrentar as doenças, a falta de educação e sua invisibilidade frente ao seu país, o Peru.

Bolívia, 61 min

Direção: Nina Wara Carrasco

Roteiro: Nina Wara Carrasco e Oriana Jiménez

As histórias do pai de Nina, a diretora, sobre a música do ritual Tinku no norte de Potosí, na Bolívia. São a razão pela qual ela retorna 25 anos depois para conhecer o lugar idílico de sua infância no meio das montanhas do Altiplano. Onde ela descobre seu estrangeirismo e uma série de mudanças que a fazem perceber que a música é um bálsamo que permite conectar não só com a natureza, mas com seres do além.

Brasil, 70 min

Direção: Priscilla Brasil

Roteiro: Priscilla Brasil

Um filme que fala sobre a migração para a região amazônica entre as décadas de 60 e 80 do século passado.

Brasil, 90 min

Direção: Sérgio de Carvalho

Roteiro: Sérgio de Carvalho e Beth Formaggini

EMPATE é um documentário que dá voz aos protagonistas do movimento seringueiro das décadas de 70 e 80, no Estado do Acre, refletindo como este momento histórico ecoa ainda hoje na Amazônia e no resto do mundo.

Brasil, 52 min

Direção: Yube Huni Kuin, Siã Huni Kuin e Isaka Huni Kuin

Roteiro: Isaka Huni Kuin, Siã Huni Kuin e Tiago Campos

Bimi tornou-se a primeira mulher indígena Huni Kuin a organizar sua própria aldeia, uma atividade até então exclusiva dos homens. Em sua trajetória de vida, por sua personalidade forte e determinada, enfrentou uma série de dificuldades. Sobretudo devido a questões hierárquicas e tradicionais do povo Huni Kuin, uma sociedade essencialmente patriarcal, resultando na saída de sua terra indígena de origem, culminando na organização de uma nova aldeia, na qual desenvolve vários papéis, dentre eles, pajé de cura, detentora de saberes ancestrais do povo Huni Kuin.

Brasil, 37 min

Direção: Allyster Fagundes

Roteiro: Allyster Fagundes

O documentário tem como tema em destaque o movimento drag chamado “Noite Suja”. Por meio de entrevistas, o documentário mostra como nasceu o projeto, seus idealizadores e como o movimento se tornou palco do surgimento de uma nova geração de drag queens na capital paraense. O trabalho busca retratar a particularidade das drags, seu discurso político, sua relação com a sexualidade, seu entendimento sobre gênero e a forma como transitam entre o feminino e o masculino, sob um olhar sensível e pessoal.

Brasil, 20 min

Direção: Rafael Irineu

Roteiro: Rafael Irineu

Conheça Majur. LGBTQ+, indígena e chefe de comunicação em uma aldeia no interior de Mato Grosso.

Brasil, 30 min

Direção: Fernanda Martins e Marcelo Rodrigues

Roteiro: Fernanda Martins, Sâmia Batista, Marcelo Rodrigues, André Mardock e Tainah Fagundes

O documentário ‘Marajó das Letras’, é fruto da segunda etapa do projeto Letras que Flutuam, que mapeia os mestres pintores de barcos da ilha do Marajó, chamados abridores de letras. Abrir letras em barco é um ofício associado à pintura naval tradicional com pincel, técnica pela qual os nomes das embarcações ribeirinhas amazônicas são pintados com letras coloridas decoradas, Este saber difuso, que pode ser encontrado ao longo dos rios da Amazônia, está ameaçado.  É muito evidente no Marajó, o crescimento da pintura com pistola - à qual chamam de “grafite” - muito marcante em embarcações menores, as “rabetas”. Essa realidade vem imprimindo na paisagem uma outra atmosfera, influenciada pelos veículos de comunicação e internet.  O curta navega pelas manifestações culturais que influenciam essa expressão artística, dos tipos de embarcações, às técnicas de pintura de letras de barcos; da estética urbana das aparelhagens de tecnobrega ao carimbó. Estas são algumas das características reveladas nesta obra que traz não só uma visão documental das letras decorativas amazônicas, mas também a poética por trás dos traços destes artistas, que flutuam nas águas do arquipélago do Marajó.

Brasil, 22 min

Direção: Marco André

Roteiro: Marco André

Camarada Alfredo é um curta-metragem que narra através do olhar de um importante militante do Partido Comunista Brasileiro, Alfredo Oliveira, como se deu o golpe militar de 1964, no Pará. Dirigido pelo filho, Marco André, Alfredo conta como a repressão o transformou no escritor e compositor dos mais destacados na Amazônia, levando André a descobrir, durante a entrevista, que a ditadura influenciou o pai a encaminhá-lo à carreira artística. O filme também retrata memórias do diretor relacionadas ao convívio com o camarada durante essa época, e deixa claro sua intenção em não esconder que a verdade num documentário nem sempre é revelada, podendo se dar a partir da negociação entre o diretor e o ator social.

Brasil, 14 min

Direção: Marcelo Rodrigues

Roteiro: Marcelo Rodrigues

“CHAMANDO OS VENTOS” é o mapeamento poético sonoro e visual, afetado pelas percepções, memórias e imaginários múltiplos, da experiência sensório virtual originária dos assobios emitidos na ação imaginante de chamar os ventos. Itinerário de afetos, apresenta os registros sonoros dos assobios que evocam uma relação com o elemental ar ao estabelecer, através deste som, a ligação com a natureza em um ponto de partida efetivo e um fim real, expansão e reintegração: imanência.

Brasil, 24 min

Direção: Vitor Souza Lima

Roteiro: Vitor Souza Lima

Catorze pares de cidades com os mesmos nomes, separadas pelo Atlântico, me inspiraram a falar sobre distância, saudade, lembranças: a memória que fica e a que se esvai.